De July, 2008

Uma em cada cinco pessoas gosta de receber spam, diz CGI

Folha de S. Paulo – Informática – 02/07/2008[ gif ]

Assunto: Segurança Online

Metade dos internautas que possuem uma conta de e-mail no Brasil diz ter recebido spams, no ano passado. Dessas pessoas, 48% afirmam receber tais mensagens todos os dias. O principal problema relatado por quem recebe essas mensagens é o gasto desnecessário de tempo (69%). A pergunta aceitava resposta múltipla. A pesquisa, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), traz ainda um dado surpreendente: uma em cada cinco pessoas que recebem spam não se incomoda, porque gosta de receber as mensagens. De acordo com o Cert.br, centro de segurança ligado ao CGI, o serviço internacional SpamCop relatou 44.404 reclamações de spams enviados do Brasil.

Centro de distribuição
“O país é um dos que mais recebem esse tipo de notificação”, diz Henrique Faulhaber, conselheiro do CGI e líder do grupo de trabalho anti-spam. “Mas ele funciona como um “hub” [centro de distribuição], a origem não é aqui.” Faulhaber explica que os usuários brasileiros são contaminados principalmente por mensagens oriundas da Ásia. Os spammers, então, tomam o controle dos PCs, que começam a reenviar as mensagens.

Código
De acordo com ele, é preciso que as empresas que utilizam mensagens comerciais por e-mail adotem um código de conduta, “para que não sejam confundidas” com spammers. Para Faulhaber, como os e-mails podem ter origem em qualquer país, “a questão não passa só pela legislação”, mas também por atenção dos usuários, dos serviços de telecomunicações e dos negócios que utilizam o e-mail. (GVB)

33%
de quem recebe spam aponta como um problema o conteúdo impróprio das mensagens

É interessante a tolerância analisda pela pesquisa. Acredito que ela exista sobretudo pela falta de informação do perigo que spams podem trazer pela não autenticidade dos remetentes. É como abrir a porta da sua casa e servir um cafezinho para qualquer pessoa que toque a campainha.

http://www.nic.br/imprensa/clipping/2008/midia305.htm

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Novos domínios na rede

Novos domínios na rede

Zero Hora – 02/07/2008[ gif ]
Assunto: Domínios

Regras mais flexíveis para registro de endereços valerão a partir de 2009

A decisão tomada na última semana pela Icann, o órgão controlador da internet mundial, de tornar mais flexíveis as regras para registro de novos endereços na web, deverá ter reflexos apenas em 18% dos sites brasileiros. Esse é o percentual de páginas registradas diretamente no Exterior com os chamados domínios genéricos, que incluem terminações como “.com”, “.org” ou “net”. Os demais 1,37 milhão de domínios brasileiros são finalizados com “.br”, ou seja, são registrados diretamente no país, ficando sob responsabilidade do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

- Para essas páginas não muda nada – avisa Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do CGI.br.

Getschko esteve presente à reunião em Paris, na última semana, na qual 1,5 mil representantes de 70 países decidiram pela mudança nas regras dos domínios que permitirão, por exemplo, a criação de endereços que terminem com nomes de cidades, como “.berlim”, ou de empresas como “.ibm”. Essas terminações dispensarão o tradicional “.com”, por exemplo. Os novos domínios deverão estar disponíveis a partir de 2009.

As regras detalhadas para a concessão dos novos endereços ainda não estão definidas, mas há consenso dentro da Icann de que domínios com nomes de países, cidades ou comunidades devam ser reservados para uso dessas regiões.

- Esse cuidado serve para impedir, por exemplo, que um chinês registre os domínios “.RS” ou “.pampa”, que são muito característicos de uma região, no caso o Rio grande do Sul – explica Getschko.

Saiba mais
- Qualquer interessado pode optar por registrar seu domínio no Brasil (neste caso, o endereço termina com “.br”) ou no Exterior, se quiser ter as terminações “.com”, “.org”, “.net”, entre outras.
- As novas regras só valerão para esses domínios registrados no Exterior junto à Icann.
- Não há valor definido ainda, mas especula-se que o registro de um novo domínio desse tipo custará entre US$ 100 mil e US$ 500 mil.
- A Icann informa que vai preservar endereços diretamente associados a nomes de países, cidades, estados ou comunidades. Também não será permitido o registro de endereços com palavras ofensivas.
- Quando alguém quiser registrar um novo domínio haverá um período de contestação pública. No entanto, os critérios para se opor ao registro de um novo endereço de web ainda não estão definidos.
- Também não está acertado como a Icann procederá no caso, por exemplo, de duas pessoas registrarem o nome da mesma empresa.
- No Brasil, qualquer pessoa física ou jurídica legalmente estabelecida no país pode registrar um domínio junto ao CGI.br. Se alguém inscrever o nome de uma empresa sem o consentimento de seus proprietários, por exemplo, a questão terá de ser resolvida judicialmente. Não há vinculação do registro de marca com o de domínios no Brasil.

Fonte: CGI.br

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O spam e a volta dos que não foram

Excelente post do Carlos Machado. Muitos não entendem quando isso acontece.

O e-mail “devolvido” é o truque mais usado pelos spammers atualmente.

Isso, com certeza, já aconteceu com você. Chega à sua caixa postal uma mensagem devolvida. Então, você vai verificar o que retornou e, com surpresa, observa que é um e-mail de spam – que, obviamente, você nunca remeteu. Você descobre então que está envolvido num estranho esquema da volta dos que não foram.

Conforme a Symantec, essa tem sido a técnica preferida dos spammers nos últimos tempos. Em vez de incluir o endereço do destinatário na linha “Para”, os spammers o colocam na linha “De”. Em seguida, enviam a mensagem a um servidor, usando como destino uma caixa postal inventada a esmo. A mensagem bate no servidor e, como o destinatário não existe, é devolvida ao “remetente”.

Aqui, entra uma dose bem calculada de engenharia social. A pessoa que recebe um e-mail devolvido fica no mínimo curiosa para saber por que a mensagem voltou, a quem se destinava e qual era o conteúdo. Naturalmente, pode ser algo importante que não chegou ao destino. Mas, ao fazer essa verificação, ela acaba cumprindo o objetivo do spammer, que é ler a mensagem – um anúncio de remédio, por exemplo.

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